quarta-feira, 7 de maio de 2008

Morte...

Há algum tempo venho amadurecendo a idéia de falar sobre a morte. Morro de medo dela..rsrs. Mas trocadilhos a parte, esse assunto é delicado principalmente quando nos referimos a morte da pessoas próximas, até mais delicado do que nossa própria morte. (opinião pessoal)
Enfim, essa noite sonhei que tinha que matar o meu irmão, pois ele estava contaminado com algum mal irremediável, porém antes que o sonho acabasse, pude perceber o engano que estava cometendo e que eu havia interpretado errado um sintoma da tal doença. Por mais viajante que o sonho possa ter sido, acordei com uma angústia inexplicável, uma saudade da minha mãe, que por sinal estava a apenas dois cômodos de mim, e isso tudo me fez começar a pensar na perda. Aquela única certeza que temos na vida desde que nascemos - que ela tem prazo de validade - e por isso resolvi desabafar.

Ano passado li um livro - que recomendo - chamado Veronika Decide Morrer (Paulo Coelho). O livro trata da insatisfação de uma jovem e sua tentativa de suicídio até ser internada num hospício e se deparar com um dilema: A vontade de viver e a descoberta de uma doença terminal.

Essa história me faz lembrar também de uma frase de um primo: "o suicídio é a forma mais egoísta de morrer".
Nunca me esqueci dessa frase, principalmente nas horas em que tudo que buscamos é o fim do sofrimento, dificilmente pensamos que o fim do sofrimento é o início do sofrimento de todos a nossa volta.
Recordo também de um ensinamento de uma grande amig, que é enfermeira. Ela me disse que já presenciou inúmeras vezes parentes de pacientes implorando para que o enfermo não os abandone. A teoria da minha amiga é de que, se for a hora certa, esse pedido pode segurar a pessoa vivendo, mas de forma sofrida. Devemos sempre rezar pedindo para que seja feita a Vossa vontade.

Outra cena que não me esqueço é de um filme que assisti segunda-feira chamado: Um presente para Helen. No final do filme, a "Helen" acha uma carta que sua irmã escreveu quando ainda estava viva e saudável, se precavendo para que seus filhos tivessem amparo se um dia ela viesse a morrer.
Deixo registrado aqui que fiz isso hoje. Pode parecer louco mais é apenas uma forma de garantir que tudo que desejaria dizer no meu leito de morte, será dito por mim.

Termino aqui esse post, - póstumo - .
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