sexta-feira, 9 de maio de 2008

Preconceito

Hoje o assunto é Reality Show.
Podem ficar calmos que não ficarei aqui criticando a alienação de Big Brother. Minha intenção é desabafar sobre o que me desanima muito, ao assistir a 5ª temporada de O APRENDIZ.Essa temporada é a primeira assistida pelo meu namorado, por esse motivo comecei a procurar as cenas inusitadas das antigas temporadas no youtube para mostra-lo e me lembrei que um dos episódios mais polêmicos foi o chamado de: O SUBORNO. Foi então que, observando a edição atual (que começou na terça-feira), já me deparei com os dois episódios mais absurdos de todas as edições.
Os futuros "sócios" do Sr. Roberto Justus (aliás, um homem do qual sou fã), são todos mal preparados, não conseguem sequer executar uma tarefa, que me recorda os tempos de escola, onde haviam gincanas com regrinhas para conseguir executar as tarefas, e o grupo que não seguisse deveria ser desclassificado.
Pois bem, além de fazerem um evento muito precário na primeira tarefa, não conseguiram realizar compras básicas, aliás a prova mais fácil que já vi, uma vez que era apenas comprar os itens com o melhor preço. A única regra para desclassificação seria usar as câmeras para benefício na realização da prova ou argumentar competição, principalmente no forma escolar.
É inacreditável observar que 5 segundos depois de lerem essa regra, OS DOIS GRUPOS cometeram esse erro. Um usou a desculpa de uma gincana de escola e outro grupo usou a desculpa de que o comércio seria vinculado na TV trazendo assim um marketing gratuito. Eu não me julgo melhor do que nenhum dos participantes, mas preciso desabafar sobre o ABSURDO que estou acompanhando.
Quem não estiver assistindo o programa, eu RECOMENDO, pois ver pessoas Graduadas, Pós-Graduadas, profissionais das mais diversas áreas fazendo lambanças grotescas, é de alguma forma bizarra, um modo de acordarmos para a formação atual.
A cada dia temos mais faculdades abrindo, mais pessoas se formando, e menos cérebros pensantes.
Imagino que eles devem estar sofrendo uma carga emocional indescritível, mas é fato que não estamos graduando pessoas com ações no mundo coorporativo, seja ele de qual segmento for, estamos apenas maquiando um problema antigo, que é:
a vontade de aprender no Brasil, não passa de mera obrigação para buscar dinheiro.

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